Uma mudança de vida? No começo, começando!

 

 

Sou carioca, natural da Tijuca. Nasci em 1969 e construí minha juventude na cidade do Olinda, no Estado de Pernambuco. Chamo-me Anderson Lucena. Durante minha infância corri, corri e corri. O atletismo foi grande companheiro de minha vida, até que um dia tive um problema no joelho. Não poderia mais ser atleta como tanto havia sonhado. Lidar com a frustração foi complicado. Meu treinador tinha uma bela relação comigo, foi difícil pra ele também. Tive que superar as dificuldades e compreender que não poderia ser um atleta profissional.

 

A vida seguiu, precisava seguir. Entrei na Universidade Federal de Pernambuco, no curso de desenho industrial. Nunca concluí essa formação, entretanto, continuei na mesma área de atuação me dedicando à ilustração, desenho livre, cartoon, games, design gráfico e animação 2D.  Nunca pensei que fosse me tornar ativista social, mas me apaixonei pela educação para leitura da mídia no Brasil. Não tardou para que tivesse participado de um coletivo de mídia livre chamado Ventilador Cultural.

 

Após uma jornada vivenciando o cotidiano de um mídialivrista, passei a atuar como educador popular, no ensino de mídias digitais. Uma boa experiência, sem dúvida. Com ela aprendi muito sobre mim mesmo, sobre o outro e sobre meu país, o Brasil. Depois de sete anos de trabalho, e mediante mudanças na instituição na qual trabalhava, resolvi mudar de área de atuação, ou, ao menos, ampliar minha área de interesse. Com quase cinquenta anos de idade, achei que seria um ótimo momento para essa virada.

 

Decidido que iria apostar em novos horizontes, o mundo seria, a partir desse momento, uma fartura aos meus olhos. Não podia mais acreditar em escassez, precisava abrir minha alma para uma totalidade mais ampla. Mudar de vida não é propriamente algo simples, logo notei. Nem adianta dizer que minhas escolhas foram fáceis e que rápido conquistei o que queria. Não tem sido essa a pisada. No entanto, nada pode ser mais instigante que apostar nos sonhos, compartilhando novas ideias.

 

O ano de 2016 foi de organização para os primeiros passos da transformação de meu cotidiano que exigia antes de qualquer coisa a mudança de país. Queria passar um ano inteiro imerso em uma cultura totalmente diferente da minha. Esse local poderia ser em qualquer lugar do mundo que pudesse receber um estrangeiro com respeito e carinho. Encontrar esse lugar foi a tônica desse ano!

Contei apenas, com um velho computador e uma paciência infinita de minha namorada. Juntos, nós três iríamos encontrar esse local mágico, que coubesse nos meus planos, com pouco investimento financeiro.

 

No próximo post, vou contar como foi analisar o mapa mundi!

Vamos nessa!

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