Do nordeste do Brasil à ilha de Bali. Uma viagem e suas aventuras

Dá uma lida no post anterior! Lá comentei os critérios de escolha para encontrar um país que me inspirasse confiança e alegria, durante um ano de morada fora do Brasil.

 

 

 

 

Já que havia decidido que iria para o sudeste asiático... Já que havia percebido que a Indonésia poderia ser um lugar incrível... Já que tinha certeza de que a ilha de Bali comportava meus principais desejos de interação humana, viabilidade financeira e exuberância natural, faltava, apenas, arrumar as malas.

 

No meu coração viajante, tinha uma vontade de simplicidade enorme. Jamais, pensei levar muitas coisas na bagagem. Queria leveza para fruir dos encontros possíveis em outra cultura. Não me imaginava em um hotel turístico, muito menos um hostel (embora, de saída, talvez, precisasse passar por um deles). Fui tomado por um desejo de viver com a população nativa da ilha. Entre eles e elas, poderia exercitar a alegria miúda e cotidiana do viver.

 

Dito isso, pensei com meus botões...O que levarei na bagagem? Primeiro desafio! Considerei, além de minhas vontades pessoais, a norma da empresa aérea para voos internacionais. Doze quilos na bagagem de mão e trinta e dois quilos no despacho. Daí, pensei e agi! Fui comprar uma mala de costas, do tipo aventureiro perdido, com capacidade de setenta litros. Essa seria a maneira mais prática de carregar meus pertences, enquanto pedalava minha amada bicicleta. É isso mesmo que vocês estão lendo. Resolvi levar minha bike numa viagem do Nordeste do Brasil até a ilha de Bali. Ela merecia, está comigo há pelo menos seis anos, tínhamos que comemorar esse namoro.

 

 

 

 

Tomei a decisão às cegas, ficando naquela dúvida atroz: como vou levar minha bicicleta? Tinha medo de perdê-la na viagem, de quebrá-la no despacho, de ser roubado e por aí vai. São inseguranças normais de uma grande viagem. Não tardou, logo descobri que havia bolsa para carregar magrelas. Assisti vídeos de embalar bicicletas para viagens. E o nosso translado seria de dois dias e algumas cansativas horas extras.

 

Fiz da minha casa em Olinda, um campo de guerra. Desmontei parte da bicicleta e organizei tudo para caber na mala-bike, protegendo partes importantes com pedaços de madeira e papelão. Dessa maneira, assim pensei, teria uma maior chance de não empenar partes como o garfo da roda. E, de quebra, protegeria a pintura da bicicleta que é lindíssima!

 

Com tudo pronto, me larguei no mundo! Carreguei, ao mesmo tempo, a mala-bike em baixo do braço e a mochila nas costas. Pesado? Um pouco. Peguei o voo em Recife seguindo para o Rio de Janeiro, terra onde nasci. Depois, segui para Amsterdã, e posteriormente, fiz uma escala em Singapura, sabendo que o próximo ponto seria Bali.

 

OBS. Singapura é um lugar estranho. Tem engarrafamento de navios!!! Uau, nunca havia visto nada igual. Bem que o Amyr Klink falou que o maior desafio, em certos mares, era não ser atropelado por um cargueiro naval... O velho marinheiro estava correto.

 

Algumas poucas horas depois, eu havia chegado à ilha de Bali. Sonho dos anos 70. Lugar mais contracultural, impossível!

 

 

 

 

Selamat datang! (Bem vindo!). A primeira impressão não é a que necessariamente fica. Graças a todos os deuses e deusas hindus. O transito caótico de Bali é assustador, em certa medida. Um entulhado de motos e carros indescritível. Muita fumaça de escapamento dos veículos e o excesso de calor me fizeram relativizar um pouco as expectativas. Felizmente nem toda ilha é assim!

 

Nesse momento, compreendi que nada poderia ter sido mais correto que ter trazido comigo minha bicicleta do Brasil. Ela foi a salvação da locomoção cotidiana. Pedalava uma média de duzentos e cinquenta quilômetros por semana. Fiz absolutamente tudo - de mudanças até as diversões mais diferentes - com minha bike. Safei-me do transito pesado, fiquei livre para ir onde queria, na hora que queria e com a absoluta vantagem de estar pertinho da população mais amável de todo o mundo. 

 

Bali é muito acidentada, têm altos e baixos de grande relevância. Até para mim, já acostumado com trilhas de média complexidade, pedalar nessa cartografia não foi muito fácil. Mas, se eu adquiri um excelente preparo físico, o povo balinês não parecia muito animado com os pedais...Sobre a falta de esportes na comunidade mais simples de Bali, irei comentar no próximo post.

 

Vai viajar? Quer levar a bike? Deixa o comentário que trocamos informações. Terei prazer em ajudar!

 

Selamat Tinggal!

Hati Hati

Abraços

Anderson Lucena e Laura Tatu

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