Uma província fácil de chegar, mas de nome difícil: Klungkung

O caminho que percorri para chegar a província de Klungkung foi praticamente o mesmo que atravessei para alcançar o Pura Kehen, na província de Bangli. Para passear por ambas províncias pegamos a avenida Jalan Prof. Dr. Ida Bagus Mantra, a única diferença é que, ao contrário de Bangli, que exige uma subida em direção das montanhas, para Klungkung basta continuar seguindo pela mesma avenida. Para melhor entender este caminho, basta ler o meu post anterior sobre o Pura Kehen.

Partindo da minha casa em Jimbaran, às 5h da manhã, logo descobri que seria mais um dia incrível pois o solestava maravilhoso em Bali. Lógico que tomei um banho de protetor solar. Parece que tem um sol para cada templo hindu. Pense em um lugar quente! Geralmente é assim, mas quando chove, o dia fica cavernoso. Só dá vontade de se esconder em casa, de preferência, debaixo da cama, agarrado com uma estátua de Ganesha para proteger. É cada raio barulhento e a chuva encharca d´água até a alma da pessoa.

Após pedalar os primeiros 20 km, eu parei em um mercadinho para me hidratar e comer alguma coisa. É muito importante a hidratação e a alimentação nesse tipo de pedal longo, para evitar transtornos de saúde, tais como dor de cabeça, enjoo, decorrentes da desidratação. Bali possui vários pequenos mercados espalhados pela ilha, isso é bom pois ajuda a descentralizar a movimentação das pessoas em direção a um único lugar. Esse tipo de loja também aproxima mais os clientes dos funcionários do estabelecimento. As filas praticamente não existem e dá tempo de conversar um pouco, conhecendo mais sobre a cultura local.

Passei na frente do Bali Safari & Marine Park, um zoológico onde as pessoas podem visitar vários tipos de animais como elefantes, tigres, leões, hipopótamos, entre outros bichos. O parque realizasafárisdiurnos e noturnos, passeios de elefante, além de shows de dança e outras atrações. Não tenho como dizer se vale a pena visitar esse espaço, pois nunca fui lá. Bali tem tantas atrações... Se você já foi neste local, deixe nos comentários como foi a experiência e se você concorda com a existência de zoológicos.

Após passar pelo Bali Park ainda teremos mais uns vinte e poucos quilômetros de pedal. Nada de subidas pesadas durante o passeio. Só belas paisagens marítimas, de montanhas e, enfim, o Pura Goa Lawah. Estacionei minha bicicleta e caminhei em direção a portaria. Comprei um ingresso para visitar o templo, mas não precisei alugar um sarongue, pois levei na bagagem, o que comprei em Bangli. O funcionário do templo elogiou meu sarongue, perguntou onde eu tinha comprado. Também perguntou se a visita seria longa, pois o templo fecharia, em breve, para uma cerimônia religiosa.


O Pura Goa Lawah possui um belo jardim na sua entrada, não perdi tempo e aproveitei para iniciar minha sessão de fotos. O nome do templo significa caverna (Goa) do morcego (Lawah). Esse belo templo hindu é frequentemente incluído entre os seis locais de culto mais sagrados de Bali. Os balineses chamam esses locais de Sad Kahyangan Jagad, ou os seis santuários do mundo. De acordo com os balineses, esses seis santuários são os principais pontos religiosos, através dos quais se busca proporcionar equilíbrio espiritual a ilha de Bali.

O sacerdote Mpu Kuturan, um dos primeiros a introduzir o hinduísmo em Bali, foi o responsável, durante o século XI, por estabelecer o templo Pura Goa Lawah na ilha. De início, o complexo do templo funcionava como um centro de meditação para os sacerdotes. Se você fosse um sacerdote conseguiria meditar próximo a uma caverna cheia de morcegos? Mas não são quaisquer morcegos. De tão grandes, 1.5 metros, com as asas abertas, eles são chamados de raposas voadoras.Mas tudo pode piorar, eles possuem o nome científico de Pteropus VAMPYRUS!!!! Entretanto,medos à parte, apesar do nome, esses bichinhos só comem frutas e são inofensivos.

Depois dessa incrível experiência “religiovampiresca”, eu fui me organizando para voltar. Tomei uma água de coco, na beira da praia, em frente ao templo. Enquanto guardava o sarongue na bike, iniciei minha viagem de volta para casa, acompanhado a chegada de várias pessoas vestidas com lindas roupas típicas,trazendo oferendas para a cerimônia religiosa. Nada de terno e gravata. Ocidentalismo? Não, obrigado.

Você conhece algum templo tão diferente como o Goa Lawah? Deixe nos comentários sua experiência.

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